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Mensagem do Presidente do P.T.P. Dr. Amândio Cerdeira Madaleno,
Caros companheiros,
é com satisfação que vamos retomar as apreciações diárias da actividade política nacional, numa perspectiva de crítica que se deseja assertiva e com uma finalidade de contributo humilde para uma optimização da opinião de todos nós.
O 1º comentário prende-se com um dilema entre a defesa dos direitos dos trabalhadores em pleno século XXI e o firme propósito do Senhor Primeiro-Ministro de tornar os portugueses mais pobres para assim rivalizar com o mercado sem regras, sem escrúpulos e de baixo custo dos denominados países de economias emergentes.
Quando em 1986, o actual Presidente da República e então promissor Primeiro-Ministro optou por gastar os fundos estruturais em estradas; auto-estradas;centros culturais, etc... escolheu alegadamente em representação de todos nós o caminho errado.
Nessa altura, designadamente na Irlanda e na Índia optou-se, em vez da política do betão, por apostar nas escolas, nas universidades, na saúde, etc...seguramente abdicando da visibilidade imediata e dos auto-elogios ainda que tímidos com a capa do "aluno exemplar".
Quem foi responsável por tamanho retrocesso, assistiu nos anos subsequentes ao avolumar de receitas por parte dos empreiteiros que se multiplicaram em grupos económicos, com empresas a concorrerem nas mesmas áreas e quase sempre com a constituição de cerejas no topo no bolo, que alguns denominaram de sólidas instituições financeiras.
Descobriu-se agora que tais entidades carecem do dinheiro da Troika para se manterem por mais um tempo na posição de vanguarda de qualquer coisa.
A opção pelo investimento nas pessoas que outros países não tiveram dúvidas em efectuar traduz agora fonte geradora de empresas, fonte geradora de rendimentos enquanto que os Portugueses já nem têm vontade de contemplar as inúmeras auto-estradas onde apenas se ouvem os passarinhos, desprezando em absoluto o facto de um país, no penúltimo lugar dos nascimentos de novas gerações em que se paga mais por um aborto que por um nascimento e em que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo tornam ainda mais impossível responder à pergunta:
"Como se fazem crianças?"
Os agricultores que passaram a ser pagos para não fazerem nada e os pescadores que foram obrigados a desmantelar as suas barcaças são agora convidados, os 1ºs a cultivar, perguntamos nós o quê?, e os 2ºs a irem para a faina, perguntamos nós para vender o quê e a quem?
Todos nos recordamos das duas décadas em que as duas faces da mesma moeda foram dizendo que somos os melhores alunos da UE, que não podemos fazer como a Espanha ou a França em que está tudo cultivado e a trabalhar graças aos subsídios que os novos algozes diziam que era proibido pagar.
De facto quem precisa de importar quase tudo e até mesmo o que consome em alimentação só tem um caminho- passa fome, tem menos filhos, trabalha mais horas por menos salário, é mais permissivo com os políticos deixando-os pagar em dobro 4 milhões, pois que se trata de um mero engano que curiosamente tem a sua origem na célebre revolta dos camionistas da margem sul.
Parece que estamos sempre condenados a não poder exigir responsabilidades, a verificar que o legislador teimosamente nada faz e basta recordar que mais de 100.000 famílias passariam a ter uma esperança ainda que ténue se a Assembleia da República produzisse uma lei a dizer o seguinte:
" Quando uma instituição financeira na qualidade de titular da hipoteca faça valer tal qualidade para perante incumprimento por parte do devedor, para resolver o contrato de mútuo com hipoteca, não pode exercer abusivamente o direito de crédito,estando-lhe vedado o preenchimento abusivo de qualquer livrança ou perseguir o devedor com qualquer outra penhora.
"De facto o risco da variação do mercado imobiliário é dos bancos e a entrega da casa faz cessar no todo qualquer crédito perante a mesma instituição.
O mesmo se diga quanto à penhora sobre salários que na prática fazem com que se retire do salário mais de meia centena de euros e se considere que nem uma dezena de euros foram pagos.
Para que Portugal volte a ter o que todos desejamos é necessário humildade para que os políticos abdiquem de alguns privilégios;é necessário que se credibilize o sistema punindo os comportamentos do tipo de "cunhas"; é necessário que se eliminem promiscuidades que indiciam fenómenos de corrupção transversais e de dimensões tão gravosas quão escondidas.
Os jovens estão à espera de alterações e quando um Governo aposta no conflito social; despreza os pobres ; não promove um sistema de justiça digno e equitativo; não sanciona enganos de milhões e, sobretudo, não informa por cada tranche que a Troika envia quanto foi directo para os tais grupos que ascenderam ao nível financeiro e quanto e como foi gasto na criação de empregos, no apoio aos idosos abandonados, no apoio aos agricultores e pescadores proibidos de trabalhar e não apoia os jovens que se recusam a aceitar o convite para irem trabalhar para o estrangeiro.
Com o P.T.P. estamos certos que alguma coisa vai mudar.
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